Tempo, tempo...


Ah o tempo... senhor de si mesmo, pra mim é azul como o mar, visto pela primeira vez. Aquela imensidão que parece capaz de tragar pra dentro de si um mundo inteiro, que ruge em silêncio, toma a atenção, rouba o ar, e se faz impossível desviar os olhos. 
E o futuro? É barco que se perde no azul, e que fora de vista, vai tecendo sua rota, em meio a tempestades e calmarias, rumo ao horizonte.
Tempo, tempo... Destino incerto e inquieto.
Mas acalma-te coração, e não tenhas medo! 
O mesmo mar que se quebra em viva fúria, vem acariciar-lhe os pés na areia.


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4 Comentários

  1. Bellissimo. Belíssima crônica poética. O tempo será este mar de horizonte distante para nós, e ainda assim irá muito além para além de nosso horizonte. Azul. Desafiador. Belo. E tu nesse incerto e inquieto barco da vida. Perfeito, cronista poetisa. Un abbraccio, un bacio
    Luc

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    1. Sim, muito além de nós, do que vemos e sonhamos. O tempo e suas incertezas inquietam o coração, mas de certa forma, ele acaricia a alma, como as ondas suaves na beira da praia. Poderia chamar isso de esperança? Fé? Não sei... E o nosso barquinho vai indo, quem sabe encontre um porto.
      Abraço e beijo.

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  2. Tempo é um troço terrível garota, toda vez que eu olho ele ele passou. Eu não deixo nada pro tempo vou fazendo tudo duma vez. Aí sou mal compreendido porque as pessoas pensam que eu sou tudo pra ontem mas não é meus princípios são vai ou sai, amanhã não quero, deixa que é comigo, vamos nessa, depois a gente vê no que dá. Eu acho que o tempo não perdoa quem se enrola. Beijo

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    1. E ele não perdoa mesmo, o tempo parece ter vida própria, inquieto ele passa e nós ficamos.
      Abraços

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