Rosas e Histórias

29 abril 2017



 Hoje meus queridos leitores, não farei poesia, mas falarei dela em forma de vida, ou melhor de duas vidas. Apresento-lhes Vó Louça e Vô Tião, as Rosas e Histórias da minha infância. Mas primeiro, deixe-me explicar os termos: Vô Tião, é na verdade Sr. Sebastião de João Antônio, pois aqui em Minas um nome sempre carrega outro nome, ou seja, o "João Antônio" é o meu bisavô, o pai do Vô Tião, que também pode ser chamado, pelos mais íntimos, de "Tiãozim de dona Louça", assim fica até mais bonitinho, ou melhor "bonitim". Ahh, e a história fica ainda mais meiga, a Dona Louça, é por registro Dona Nair, mas por amor Dona Louça, porque o Vô Tião, nos tempos de namoro, a apelidou carinhosamente de "Boneca de louça", por sua pele branquinha e seus olhos azuis. Lindo não é mesmo?! E se eu lhe disser que são quase 65 anos de casados? E que o Vô leva todo dia uma xícara de café na cama pra sua boneca de louça? É muito amor gente!

 O Vô, desde sempre, senta os netos no joelho canta a musiquinha do Cavalinho tum tum, e depois conta uma de suas histórias fabulosas que fazem a imaginação voar. Eu até hoje gosto de ouvi-lo contar seus causos de antigamente, com aqueles olhos, que escondidos pelos grossos óculos, parecem carregar um mundo inteiro de histórias, um mundo inteiro de sabedoria.  

 E a Vó, tem as roseiras mais bonitas que conheço e o cafezinho mais carinhoso que existe. Sempre que chego pra visitar ela me presenteia com um abraço e um doce "Cê veio criolinha!" numa voz mais fina que normal, e logo vem querendo agradar de todo jeito, um biscoitinho aqui, um bolo ali, um doce de leite. Aqueles olhos azuis aguadinhos, que se emocionam fácil, carregam um mundo inteiro de amor cuidadoso cheio de atenção para dar. 

 Ahh esses dois, as Rosas e Histórias da minha vida... como é bom esse amor!

Casa

24 abril 2017

Meu irmãozinho Pedro.

Casa é chegar,
de visita ou de verdade.
É receber com sorriso.
É abraçar com carinho.
É lugar pra sempre (poder) voltar 
Pra ficar ou por passar.
Casa não é só casa. 
Casa não é só lugar.
Por "casa" digo família, amor e um lar.

Bárbara Paloma
De férias em casa

Poesia só

18 abril 2017


É que essa poesia, 
de tanto fazer poesia, 
se esqueceu das palavras que sentia.

E agora, só agora,
abraçada a seus próprios versos, 
se cansou de escrever poesia. 

E queria, só queria, se ver lida em outros versos, e seus versos, escritos em outros braços. É que essa poesia só - só - queria ser a poesia de um outro poeta.

Inocentemente sábio

16 abril 2017

Meu pequeno professor.
Passando o feriado na casa dos meus pais, na companhia do meu irmãozinho de quatro anos, uma criança sapeca e carinhosa, quando ele me disse algo inocentemente sábio.
Estávamos assistindo televisão, eu deitada no sofá, e ele dando cambalhotas no tapete, quando o pequeno se levantou, pegou o controle, abaixou o volume até o mudo, e ficou de costas para mim olhando para a televisão, eu perguntei:
- Por que você abaixou?
E ele se virou para mim com as mãozinhas no peito e carinha de quem diz a coisa mais natural do mundo:
- Pra eu 'ouvir' meu coração Bá!
Eu sorri.
- Posso 'ouvir' também? 

É preciso colocar o mundo no mudo pra 'ouvir' o coração. 

Tempo, tempo...

14 abril 2017


Ah o tempo... senhor de si mesmo, pra mim é azul como o mar, visto pela primeira vez. Aquela imensidão que parece capaz de tragar pra dentro de si um mundo inteiro, que ruge em silêncio, toma a atenção, rouba o ar, e se faz impossível desviar os olhos. 
E o futuro? É barco que se perde no azul, e que fora de vista, vai tecendo sua rota, em meio a tempestades e calmarias, rumo ao horizonte.
Tempo, tempo... Destino incerto e inquieto.
Mas acalma-te coração, e não tenhas medo! 
O mesmo mar que se quebra em viva fúria, vem acariciar-lhe os pés na areia.


Ninho

06 abril 2017


Porque você não vem me ver? Pra ver que vale a pena chegar.
Mas por favor, chegue com carinho, 
que assim
 eu me achego no aconchego do teu peito, e faço ninho.
Casa, castelo, fortaleza, lar, 
Amar. 

Sorriso azul

31 março 2017


A lua na minha janela
é sorriso tímido que o céu me dá.
Todo azul.
Puro azul 
que floresce a c(alma).
Bárbara Paloma





Nossas estrelas

28 março 2017

Quando a poesia surge em uma conversa no whatsapp.
Antiga amizade, ou amizade antiga? Duradoura eu diria!
Dos 6(?) aos tantos, e verões virão.
Lembro-me de tua euforia ao tentar me explicar uma ideia, um plano mirabolante, e eu caia na risada mas te apoiava.
Do pé de goiaba no fundo do quintal ao Canadá. Consegue imaginar?! Claro que sim!  
Ainda és um sonhador, cheio de planos, e de encanto pelas coisas e pela vida. 
Das estrelas na varanda da infância, às estrelas de nossas teorias.
Amizade é assim, amizade é 'nós'.


Para F.B. 
 Bárbara Paloma
 
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